
#020 - Fable 5 voltou, OpenAI quer dar 5% ao governo e TikTok explorando o Brasil
Neste episódio 20 do Between Futures, Flavio Pripas e Rodrigo Conde discutem quatro sinais fortes de que AI deixou de ser apenas produto e virou infraestrutura estratégica.
Começamos pelo retorno do Claude Fable 5, da Anthropic, depois de controles de exportação dos EUA, e usamos o caso para discutir jailbreaks, segurança, routing entre modelos, custo de inferência e a politização dos frontier models.
Depois, entramos na proposta da OpenAI de ceder 5% de equity a um fundo soberano americano. A versão bonita é participação pública no upside da AI. A versão pragmática é seguro regulatório, IPO, captura política e uma pergunta incômoda: o que acontece quando o governo que regula também vira acionista?
Na sequência, olhamos para o Brasil: a ByteDance escolheu o Ceará para um megadata center de AI. O investimento pode ser enorme, mas o episódio levanta a tensão entre oportunidade, soberania digital, energia, território, contrapartidas locais e uma nova forma de colonização infraestrutural.
Fechamos com a OpenAI refutando uma conjectura de Erdős em geometria discreta. A conversa passa por criatividade em AI, descoberta científica, autoria e coautoria entre humanos, modelos e comunidades de pesquisa.
Também falamos sobre aprender AI colocando a mão na massa, agentes coordenando deploys reais, o conselho de anciões do Rodrigo e por que tecnologia só vira compreensão quando encontra um problema concreto.
Tópicos (4)
- 01Anthropic reabre o Fable 5: jailbreaks, export controls e a politização dos modelos de fronteira
- 02OpenAI quer dar 5% ao governo dos EUA: fundo soberano, IPO e a estatização parcial da IA
- 03ByteDance escolhe o Brasil para megadata center: IA, energia e a nova colonização infraestrutural
- 04OpenAI refuta uma conjectura de Erdős: IA entrando na parte criativa da matemática